
"(...) o que me interessa frisar aqui é uma novidade qualitativa: não a “feminização” do “trabalho masculino”, mas o “tornar-se mulher” do trabalho em geral; não o fato de que as mulheres estejam tomando o lugar dos homens nas velhas fábricas, mas que — na produção contemporânea e nas formas eminentes de sua organização — trabalhar conjuga-se antes no feminino do que no masculino. E que, portanto, os próprios homens, para produzir, têm de algum modo de se feminizar.” (Antonio Negri).
1 comments:
Geraldo, de que modo o trabalho, contemporaneamente entendido, se tornou intrinsicamente feminino? Não me parece que a sua intenção com o texto seja revelar isso, mas antes problematizar. Fiquei curiosa, mas não vejo como colocar uma resposta àquela pergunta.
(O que me vem à mente, de forma tristemente irônica, é que a mulher é capaz de trabalhar e assumir incondicionalmente responsabilidades para si muito mais do que o homem: trabalhar fora de casa, trabalhar no cuidado com a casa, cuidar das crianças e do homem que tem em casa... Mas enfim, creio que isso nada tem a ver com a feminização do trabalho).
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