<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106</id><updated>2011-04-21T20:20:36.527-07:00</updated><title type='text'>Mineirotauro</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-7987434454115234019</id><published>2007-04-29T10:21:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T10:34:15.449-07:00</updated><title type='text'>BILHETE PARA LUA</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/RjTWYnXa_VI/AAAAAAAAAAk/rT-A0DUp_tI/s1600-h/lua_19112004_2148_big.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058903999816334674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/RjTWYnXa_VI/AAAAAAAAAAk/rT-A0DUp_tI/s320/lua_19112004_2148_big.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;K. vive sonhando. É seu ofício. Sonhar é como ficar à beira de um rio caudaloso, esperando que algo belo passe, algo que possa ser fisgado. Um motivo que dê esperança; ou dor. Uma flor no meio de uma metrópole poluida é motivo de poetar. Não há outra saída para K.: escrever. Ir até as vísceras. Mergulhar fundo na alma. Mas o que anda mesmo deixando K. espasmado é uma tal Lua. Misteriosa, alegre, senso crítico aguçado. E K., como recomendava Nietzsche, perguntava como criança: será que ela gosta de mim? Será que ela um dia vai me ver? K. às vezes sentia-se um idiota, começava a rir, sozinho, a ponto dos transeuntes ficar olhando com olhos arregalados para ele. Tomou banho de chuva para ver se, numa espécie de sessão mágica", captasse o ser de Lua. Mas não há mais nada a fazer. Até mesmo ficava rimando pobremente Kundera, bela, Kundera, bela.Tudo depende da Lua. Tudo. Numa insustentável leveza do mistério.&lt;strong&gt; (Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-7987434454115234019?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/7987434454115234019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=7987434454115234019' title='9 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/7987434454115234019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/7987434454115234019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/04/bilhete-para-lua.html' title='BILHETE PARA LUA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/RjTWYnXa_VI/AAAAAAAAAAk/rT-A0DUp_tI/s72-c/lua_19112004_2148_big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-2255493397317758331</id><published>2007-04-29T10:02:00.000-07:00</published><updated>2007-04-29T10:36:11.806-07:00</updated><title type='text'>PEDRA E ALMA</title><content type='html'>No meio da pedra havia material mineral duro e sólido. Naquela manhã ensolarada não havia poesia. Um homem de dentes podres, fedido e com o rosto escondido atrás de uma barba longa e empiolhada atirara uma pedra na portaria; estilhaços de vidro fizeram uma constelação no chão brilhante. Uma senhora estava apavorada "meu bondoso Deus, como anda a violência". Uns tres homens riam da cena quando uma senhorita assustada, segurando seu cãozinho, passara em direção ao carro estacionado. "Vejam só os seios dela, apontados pra lua, que gostosa", julgaram os tres canalhas. O mendigo gritava: "eu quero café com leite e um pão de sal com manteiga". Mais uma pedra na mão. Os porteiros permaneciam com medo. Não restou outra saída a não ser chamar a polícia. O odor daquela área nobre era delicioso, cheiro de limpeza. Os prédios tinham nomes chiques: Havaí, Paris, Washington, Miami, Londres. A polícia nem fez soar as sirenes. Ouviu os populares e os que estão inclusos na classe média alta. Veredictum: o mendigo ia ser levado para o xadrez. E lá foi ele. Aos gritos: "quero pão de sal com manteiga e café com leite". Ao virar a esquina, os porterios varrem os estilhaços. Tudo voltou ao normal. Naquele prédio tinha moradores que lutavam pelos animais que ficavam perdidos, abandonados na rua. Não é demagogia, é realidade. Aquela senhorita de peitos lindos e com marquinhas de praia, gasta cerca de R$ 600,00 ao mês para sustentar Sansão, seu amado cachorrinho.&lt;br /&gt;Ao chegar no quinto distrito, o mendigo foi jogado numa cela. Estava na hora do almoço, do rango. Ganhou a quentinha e, esfomeado, meteu os dentes podres no feijão. E mordeu uma pedra, pequena. Cuspiu a pequena pedrinha. Pedra que pode ser poesia. Mas no meio de um homem há uma alma. Em todos homens há uma alma. Inclusive os filósofos e teólogos cristãos vivem afirmando.&lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-2255493397317758331?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/2255493397317758331/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=2255493397317758331' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/2255493397317758331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/2255493397317758331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/04/pedra-e-alma.html' title='PEDRA E ALMA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-5261626846276862917</id><published>2007-04-16T16:23:00.000-07:00</published><updated>2007-04-25T14:25:43.928-07:00</updated><title type='text'>MÔNICA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O sol acabara de retirar do mundo o manto negro da noite - não era o manto negro que Schopenhauer cobrira a Europa. Apesar do sol amarelo, um vento frio soprava a tez de K., que olhava as coisas como elas são. Como se estivesse escapado do fundo de uma caverna. Tudo virou bolinha de sabão, pipa colorida, festival de sorvete. Lembrando da cor da pele de Mônica, cor-de-gelo, branca, clara. Planos para fugir. Uma casa no meio de um hectare de chão, de terra vermelha. Árvores com pássaros, altas, fortes e que espalhassem cheiros pelo ar. K. nunca imaginara que alfaces e couves e jilós aparando o orvalho ou gotas de água pudessem simbolizar um grande amor.Montanhas, horizonte azul. Mônica era o sonho que seria visto, apalpado. Mas era um sonho incrivelmente possessivo. Como o sol e a noite, as estações do ano. Como o calendário gregoriano. Como a rotação da terra. Imperativo. A voz feio maça de Mônica disfarça sua incrível sede de amar e fincar a bandeira da posse: "é meu". K. é uma vastidão, um campo de terras vazias onde um vento sempre assobia canções misteriosas, solitárias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas K. seguiu até ao local do encontro. Os pêlos no seu peito grudavam no suor, como se ele derramasse a adrenalina de um adolescente. Horas desencontradas. A falta de harmonia no encontro mostrava às claras como eram desjustados. Até que uma rosa vermelha tatuada nas costas alertou K. que aquela era Mônica, a moça que queria ser amada intensamente. Aquele era K. que intensamente sofria a dor dos desamores. Ela abraçou, revelou-se. Ela beijou K. como se estivesse num set de filmagem. Conversaram a tarde inteira sem perturbar a vizinhança. K., bem mais velho que Mônica, no final do encontro surreal, voltou como um adolescente para o fundo da caverna. Mônica voltou feliz, como se tivesse mordido a pêra doce e suculenta: a liberdade ser , de amar. Mônica tatutou na sua pele a rosa vermelha que sempre era para receber de K.. . vermelho de Espanha, das touradas, da adrenalina, do amor naturalmente livre de tudo.&lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-5261626846276862917?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/5261626846276862917/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=5261626846276862917' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/5261626846276862917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/5261626846276862917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/04/mnica.html' title='MÔNICA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-5572743560559700114</id><published>2007-03-18T19:16:00.000-07:00</published><updated>2007-03-18T19:21:20.757-07:00</updated><title type='text'>FACA</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Faca lambe, como língua &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;a torrente vagarosa da sua inocência. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Rasga o peito &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;e deixa o leito indecente &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;de palavras duras &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;escoarem pelo brilho perdido dos seus olhos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que não está em nós &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;é o pleito eternamente vacante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;da assombrada existência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;cheia de nós, de mistérios, de obviedades, de finitudes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Solte as palavras, solte a língua, solte o olhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;agarre em mim, nos agarremos uns aos outros: somos um poema que fica,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;mas nós vamos ser lambidos pela lâmina da morte,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;o grande nortes em estrelas, sem luz, profundamente obscuro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Geraldo Magela)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-5572743560559700114?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/5572743560559700114/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=5572743560559700114' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/5572743560559700114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/5572743560559700114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/03/faca.html' title='FACA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-2347452445510678661</id><published>2007-03-15T22:04:00.000-07:00</published><updated>2007-03-15T22:24:51.943-07:00</updated><title type='text'>INTELIGÊNCIA</title><content type='html'>Nunca fui de invadir o espaço privado. Mas ouvia sempre as terríveis brigas entre Gaspar e Solange. Apartamentos de classe média baixa não permitem que exista  privacidade. Casados há muito - não sei exatamente há quanto tempo, pois o tempo no inferno deve ser difícil de medir. Solange acreditava que era inferior a Gaspar. "Ah, meu amor, você me abandonou na festa para conversar sobre Filosofia com aquelas putas", gritava a esposa freneticamente. Gaspar até que tentava justificar. "Mas é a você quem amo, pertenço a ti", clamava o marido esperando acalmar a esposa. "Seu merda, seu safado, depois vem montar em mim, né?". Gaspar ia pra janela e dava uma espiada. Às vezes descia com a cabeça baixa, morrendo de vergonha. Semanas depois o silêncio beneditino imperou no apartamento do casal. E numa manhã de domingo uma ambulância entrava no condomínio. O corpo de Gaspar foi levado para o IML. Solange confessou o crime: "eu o envenenei, como fizeram com Sócrates, o herói da vida dele". O delegado de plantão nem ousou avisar que fora Sócrates quem tomara a cicuta. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-2347452445510678661?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/2347452445510678661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=2347452445510678661' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/2347452445510678661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/2347452445510678661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/03/inteligncia.html' title='INTELIGÊNCIA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-9009438280378449304</id><published>2007-03-15T21:56:00.000-07:00</published><updated>2007-03-15T22:02:30.180-07:00</updated><title type='text'>ELO FEMININO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfok1jepZ2I/AAAAAAAAAAM/ICaYBo_OYjQ/s1600-h/klimt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042383235270141794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfok1jepZ2I/AAAAAAAAAAM/ICaYBo_OYjQ/s320/klimt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Do nada, do absurdo que é o imenso oceano cibernético e suas ondas anárquicas, surgiu diante dos meus olhos outros olhos. Azuis cor-de-céu-sem-nuvem. E fazem uma rima com a pele morena que deixaria Picasso a rever seu cubismo e ficar perdido. Talvez Guimarães Rosa, mineiro como ela é, explique esse encanto. Ele que era especialista em encantos ficasse só, meditando como aquelas flores do campo, que nascem e são balançadas pelo sabor do vento no meio de um sertão imaginário qualquer.Esses olhos azuis sabem lidar com palavras. Sabem nos enfiar numa trama que só ela é timoneira. É trama puramente lúdica. Irresistível mistério. Diz que nós nos perdemos em nós mesmos, ninguém faz ninguém se perder. E acho que ela sorri depois de falar de perdição, um sorriso que deixaria o Tribunal da Santa Inquisição horrorizado. Seus lábios sempre estão repousando em outros sob a égide da liberdade de ser o que é. Em imagens já vi outros olhos verterem lágrimas, em abraços, e ela estática, com o sorriso. E os mesmos olhos sempre engatilhando sedução. Tenho a leve desconfiança de que ela inspirou Caetano: "cada um sabe a dor e o prazer de ser o que é". É o elo que me falta para entender porque sou perdido assim. Talvez não, também. Talvez seja a corporificação de uma trapaça sartriana: ela é apenas uma essência gerada por uma existência virtual. E eu, com Fernando Pessoa aqui do lado, vou fingindo amor para escapar da dor de não encontrar o belo por aí. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-9009438280378449304?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/9009438280378449304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=9009438280378449304' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/9009438280378449304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/9009438280378449304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/03/elo-feminino.html' title='ELO FEMININO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfok1jepZ2I/AAAAAAAAAAM/ICaYBo_OYjQ/s72-c/klimt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-559596782966359164</id><published>2007-03-15T16:25:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T17:30:05.973-07:00</updated><title type='text'>QUINTANA,  QUITANDA: ESTRANGEIRISMO ANÔNIMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfoo8DepZ3I/AAAAAAAAAAU/PB4as-jG0Lk/s1600-h/Cand4571.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042387744985802610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfoo8DepZ3I/AAAAAAAAAAU/PB4as-jG0Lk/s320/Cand4571.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Quintana lembra quitanda. E quitanda lembra café, leite, padaria e padeiros que trabalham com massas o tempo inteiro. E lembra também mulheres que se dobram por seus maridos. Elas são simplesmente donas-de-casa. Estão em processo de extinção. Estão sempre com vestidos estampados, listrados; algumas usam óculos. A sensualidade foi-se embora há muito. Reclamam da violência e vivem falando em receitas e dores de estômago, na coluna. Falam dos chás, dos médicos que atendem bem e de encontros religiosos. Benditas filas. E eu lá. Com Foucault, Nietzsche, que até é base para dizer que Ciência é o senso comum refinado e Quintana na bolsa. Sinto-me estrangeiro em todas as filas. E também nas meses frequentadas pelos que viajam para a Europa e para os EUA e afirmam ler Sartre e Camus em francês, por regiões exóticas, como a Índia, também me sinto só. Em torno do pão não ando degustando dos mesmos assuntos, nem entre populares nem entre doutores. Até mesmo nas feiras. Na esquerda sou conversador; na direita sou xiita. Em shows sou rotulado de "popular", mas aquele "popular" que dá aos grandes astros da MPB o título de "vip", tipo Chico Buarque, a filha da Elis e tantos outros. Continuarei morando mal, mas eles vão para coberturas - como é mesmo o nome daquele pagodeiro que vive concedendo entrevista embreagado? Engraçado é que transito em todo canto de mundo - confesso que já amei uma mulata ao som de "deixa a vida me levar".  Parece que não tenho cheiro. Bares bons, da moda eu não vou, mas quando vou fico me sentindo um trouxa; prefiro os botecos. Nos pontos de ônibus, lendo Milton Santos e seus grandes tratados de Geografia, me ensinando a "ler" as cidades. Mas ao meu lado pessoas cansadas, mulheres uniformizadas com olhos fundos... Ninguém quer falar em "assuntos sérios". E me pego impotente. Mas acho que a verdade é que não sei nada. Acho até mesmo que re-produzo. Nunca irei produzir uma revolução. Nem consigo trocar a resistência do meu chuveiro. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;E l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;embro-me que Quintana disse que é melhor ser um ignorante simples do que um ignorante complexo. Nos meus cartões ouso, depois de ter Quintana me alertado, escrever: GERALDO MAGELA MATIAS - ESTRANGEIRO.  Quem sabe assim ganho o pão-nosso-de-cada-dia. Mas como Quintana? &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-559596782966359164?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/559596782966359164/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=559596782966359164' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/559596782966359164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/559596782966359164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/03/quintana-e-quitanda.html' title='QUINTANA,  QUITANDA: ESTRANGEIRISMO ANÔNIMO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_m2lbYz2a_rI/Rfoo8DepZ3I/AAAAAAAAAAU/PB4as-jG0Lk/s72-c/Cand4571.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-373082207109602799</id><published>2007-03-15T13:06:00.000-07:00</published><updated>2007-03-16T13:52:16.917-07:00</updated><title type='text'>CARBOLITIUM</title><content type='html'>K. não estava bem. Era necessário silêncio; qualquer barulho tem que ser permitido e administrado. Na mesa o jornal. Ainda sem lavar o rosto, K. lê que a cidade conta com muitos homens e mulheres sofrendo pela falta de carbonato de lítio. "Tudo anda mesmo sem sentido, sem norteamento, as pessoas mergulharam na síndrome religiosa de trabalhar 14 horas por dia", diagnosticou K. com ironia. Como exímio conhecedor de segredos horrendos, K. sabe até que uma linda enfermeira e suas amigas partilham do Carbolitium e vêm nele uma espécie de socorro para quem não suporta mais nada. O imenso teatro de loucos está sempre aberto e com peças longas, enormes. São peças que têm como trama o transtorno eterno de multidões que não sabem mais o que é, o que vai e o que foi. Não existem mais portos seguros. Nunca tudo foi tão permitido como hoje, mas nada foi tão escorregadio, insólito e neurotizante. Antes havia uma ditadura ortodoxa. Agora a ditadura é heterodoxa. Usam até mesmo filósofos como Nietzsche para afirmar que tudo sempre será amplamente relativo. Todos têm medo de assumir uma postura.&lt;br /&gt;Bem, voltando ao amanhecer de K., o sol estava lindo. Um vento bate com frescor em sua face. Foram cinco dias sem dormir. O cigarro tornou-se um adorno fixo nos lábios. K. não ria. K. lembra-se de que Hilda Hilst usara a palavra cu várias vezes. "Cu de mundo", era a única sentença proferida em voz baixa. Até Manuel Bandeira, "aquele tuberculoso tarado", usou - ninguém imagina que Bandeira fosse tão conhecedor de vários. K. marcha rumo ao Ponto do Café sob o rítmo frenético do mantra: "cu de mundo". E chega K. ao balcão. Uma balconista saca logo uma pergunta, como se saca uma pistola: "nossa, K., você está tão triste, o que foi?" E o homem dos mantras imundos manda bala: "é o lítio". K. sempre vai tomar café ali e portanto conhece as balconistas. Tem dias que tudo está azul, como flores, como cartão postal de praia nordestina. Outros dias estão como o inferno, o mundo vira um cu. "Nossa, K., eu não sabia que... K., você é viado"? K. ficou parado, perplexo e respondeu com tosse: "não, lítio é remédio e não um homem". A balconista logo mostrou-se tranquilizada. "Ah, tá com dor de cabeça, né?".&lt;br /&gt;Interessante que K., enquanto sorvia a borra preta, pensava sobre o estigma de sua doença e sobre o desconhecimento da balconista. "Sempre escondi esta nhaca, merda de herança familiar e agora leio nos jornais da falta de psicotrópicos por causa do aumento da demanda, está na moda ser deprê?". K. sente ciúmes, sente ser proprietário da "nhaca". Doença silenciosa, K. também a batizou de "Peste". Milhares e milhares sofrem de "Peste". Mas K. volta pra casa, precisa de um banho. No meio do percurso, com olheiras enormes, dentes amarelados e barba por fazer K. esqueçe-se do mantra e volta gargalhando da balconista&lt;strong&gt;. (Geraldo Magela) &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-373082207109602799?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/373082207109602799/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=373082207109602799' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/373082207109602799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/373082207109602799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2007/03/carbolitium.html' title='CARBOLITIUM'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-116109127757283246</id><published>2006-10-17T06:19:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T06:23:06.520-07:00</updated><title type='text'>PEDRA BRANCA</title><content type='html'>- Moço, quero uma cerveja.&lt;br /&gt;- Brahma, Skol...&lt;br /&gt;- Qualquer uma, vai!&lt;br /&gt;(ele continua triste, vai ficar calado)&lt;br /&gt;Tempo nublado. O cheiro de carne assada invade o bar. O resultado do Jogo do Bicho não é comemorado por ninguém. O dono do Bar palita os dentes e deve ter tomado banho, os cabelos estão molhados e as lentes dos óculos esfumaçadas.&lt;br /&gt;- Moço, quero um Marlboro&lt;br /&gt;- Filtro vermelho? Maço?&lt;br /&gt;- Maço, moço.&lt;br /&gt;(ele continuará triste, vai permancer calado)&lt;br /&gt;A rua fica escura. O vento sopra o frio para lá e para cá. A telenovela anuncia de antemão o resultado da trama: felicidade para os "bons" e desgraça para os "maus". A esposa da dona do Bar, sem falar nada com o esposo, pega tres garrafas de Coca-Cola e some lá dentro do Bar.&lt;br /&gt;- Moço, a conta.&lt;br /&gt;- R$ 10,00, moço.&lt;br /&gt;- Está aqui, moço.&lt;br /&gt;Ninguém na rua - ao menos um ser humano. Apenas um cão passa cheirando o asfalto, a guia, as latas de lixo, sem olhar pra mim, passa como se cheirasse por obrigação. O cão vira uma esquina e some, desaparece. Entro no condomínio onde moro, cheio de câmeras, de luzes e sons.&lt;br /&gt;(ele continua triste, calado, segurando uma Pedrinha Branca no bolso).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-116109127757283246?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/116109127757283246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=116109127757283246' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/116109127757283246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/116109127757283246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/10/pedra-branca.html' title='PEDRA BRANCA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-116109068024367088</id><published>2006-10-17T06:07:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T06:22:45.360-07:00</updated><title type='text'>NÉCTAR PARA UM EXISTENCIALISTA</title><content type='html'>Interessante como esqueço fácil, ou mesmo lanço fora poemas, pequenos fragmentos. Sempre inicio textos, mas canso-me fácil deles. Melhor sonhar, divagar; até criei uma expressão: vagamundear. Imagino roteiros de filmes com pessoas que passam perto de mim. Hoje um nome tornou-se minhas hesitações: Mel. Talvez ela esteja sendo guiada por luzes, clarões. Como sou cético, olhei para o azul-imensidão do céu e fiz perguntas.&lt;br /&gt;Era início de noite. Será que ela ama a noite e quer sempre ver o sol nascer e rasgar a penumbra de um quarto, nas manhãs de sábados românticos? Será que poderei mergulhar meu olhar nos olhos dela? E se ela descobrir que sou um Dom Quixote que deseja resolver todas as injustiças do mundo? Fiz essas anotações no coração. A primeira estrela dava o ar da graça no céu. Lembrei de Grande Sertão: Veredas. Lembrei de alguém ao longe, distante. Não, não pretendo rasgar esse bilhete. Nem quero que esse pulsar intenso de curiosidade vire fragmento. Quero a aventura, o desvendamento adrenalináticamente vagaroso, lento, intenso. Tudo isso não passa de eufemismo de colo, aconchego, ternura.&lt;strong&gt; (Geraldo Magela Matias)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-116109068024367088?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/116109068024367088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=116109068024367088' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/116109068024367088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/116109068024367088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/10/nctar-para-um-existencialista.html' title='NÉCTAR PARA UM EXISTENCIALISTA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115990210633171081</id><published>2006-10-03T11:48:00.000-07:00</published><updated>2007-01-06T12:42:05.486-08:00</updated><title type='text'>LOUCO POR LUA E CHUVA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6941/2241/1600/509692/chuva.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6941/2241/320/603046/chuva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O horizonte está pintado de amarelo. As árvores e os pássaros parecem fazer uma conjunção mística. Cai uma chuva fresca e K. não resiste, entra debaixo dela. O vento leva os milhões de pingos para lá e para cá. K. abre os braços e pensa: "nunca serei louco". Chega na casa da fazenda, totalmente ensopado. Toma um banho quente e vai até a cozinha onde está a velha Benedita, negra alta, magra. Quando ela abre os lábios faz K. entender melhor Guimarães Rosa. Aproxima-se de K. com uma xícara de café, os olhos parecem estar analisando, perscrutando. "Seu moço, cê é assim eu sei porquê". K. fica feliz, gosta do prenúncio de um mergulho no passado. Pega a xícara e vai para o "rabo" do fogão e solicita que Benedita lhe conte tudo. "Sinhô tem duas avó. A Maria Carolina, por parte de pai; Sebastiana, por parte de mãe". Benedita foi até as brasas no fogão e acendeu um pito de palha. Sentou-se na escada que liga a cozinha para a sala e continuou a narrativa: "Uma morreu botando língua pra todo mundo, recitano poema de um tar Carlo Drumondi (sic) e começou a falar que num credita em Deus coisa ninhuma. A outra, a Sebastiana, era mué muito linda nas banda de Coromandé, dividiu cama cum fazendero muito rico, uma tar Aureliano Rabelo, home de uns dois metro de altura. Sebastiana morreu abandonada, numa casinha pobre, perto de um cemítério, conversando com os morto". K. então perguntou: "mas o que tem elas a ver comigo?". Benedita riu sem dente na boca, passou a mão negra nos cabelos e disse: "as duas gostava de ficar vendo a lua e entrar debaixo da chuva, como o sinhô." K. também descobriu que as duas avós foram tremendamente românticas. A lua e a chuva então faziam parte do seu sangue. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115990210633171081?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115990210633171081/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115990210633171081' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115990210633171081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115990210633171081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/10/louco-por-lua-e-chuva.html' title='LOUCO POR LUA E CHUVA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115990125616164230</id><published>2006-10-03T11:29:00.000-07:00</published><updated>2006-10-03T12:19:39.346-07:00</updated><title type='text'>CARPINTEIRO DE COISA ALGUMA</title><content type='html'>Não pretendo falar de política. Quase ninguém gosta. Preciso mesmo é tomar o lugar do Arnaldo Jabor para descer o sarrafo na mídia inteira, nas instituições, em todos os partidos políticos. Fiquei até com inveja do Zé Dirceu! O "Zé das Armas" foi passar o natal no castelo do Paulo Coelho, no sul da França. O Mago da Sociedade Alternativa e o camarada da Sociedade Comunista. Golbery do Couto e Silva, "bruxo da ditadura",  deve ter estado presente em estilo ectoplasma nessa reunião que contava ainda com o autor de Olga - para quem não sabe, a biografia de Olga foi escrita por Fernando Morais.  A biografia do Zé Dirceu e do Paulo Coelho vão render muitos níqueis. Para concluir o primeiro parágrafo: de acordo com os senhores que cuidam das informações, trabalhando para os feudos jornalísticos, informam  que cerca de 69% dos eleitores da Heloísa Helena votarão no Alckimin. Esses 69% votaram no Trotsky, no sonho Revolucionário Socialista,  no primeiro turno; no segundo, vão cravar seus destinos num cara que se gaba ser da Opus Dei, o fino da bossa Católica conservadora. Mas vai um recado ao senhor Lula: ele escondeu debaixo do tapete os corpos de 70 guerrilheiros que foram abatidos às margens do Rio Araguaia, na década de 70. Vamos, internautas, pensem! O maior embate entre as Forças Armadas durante a ditadura continua apagada dos livros de história. Lula, o metalúrgico que metia medo na elite, simplesmente proibiu a divulgação do dossiê Secreto da Guerrilha...Prosseguiu a política econômica nefasta do Lorde Fernando Henrique, o pobre professor perseguido que vive com cerca de 5 aposentadorias. Lula também coleciona aposentadorias. Lula conseguiu melhorar o expediente do coronelato: das cestas básicas enviadas em épocas de eleições pelo PFL nos grotões do nordeste, instituiu o Bola-Família. Um requinte populista de esquerda redimensionado e aprimorado. A direita ficou brava! "Como o Lula pode tirar da gente o que é nosso?".&lt;br /&gt;Ligando um assunto a outro, lembro-me da Maçonaria, que prega a existência do Arquiteto do Universo, um Deus parido das hostes da Revolução Frances e do Iluminismo. Quem nunca teve a curiosidade de estudar os símbolos das cédulas de dólares? Igualdade, Fraternidade, Liberdade. Pirâmedes, olhos...&lt;br /&gt;Pois eu sou um "carpinteiro do universo". Dane-se, Raul, esse título é meu e de mais uns tantos que ainda vivem por aí. Até hoje vivo tentando mudar a direção do trem. Costumo chamar de "peste" essa vontade de querer fazer reparos no mundo. Vivo tentando "aparar o cabelo de alguém". Sonho tanto que procuro manter a luz do meu quarto acessa.&lt;strong&gt; (Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115990125616164230?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115990125616164230/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115990125616164230' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115990125616164230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115990125616164230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/10/carpinteiro-de-coisa-alguma.html' title='CARPINTEIRO DE COISA ALGUMA'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115704579017352934</id><published>2006-08-31T10:36:00.000-07:00</published><updated>2006-09-01T08:37:30.256-07:00</updated><title type='text'>TECELAGEM</title><content type='html'>Sempre com silêncio, apartado das rodas. O único lugar que deu margem para se sentir à vontade foi numa biblioteca. O barulhinho vindo da lâmpada, a janela aberta dando vista para uma estrada de terra cortando o verde do horizonte. Atrás do balcão a bibliotecária: 'dona' Totinha. Nunca se soube o nome de batismo dela. Era rigorosamente motivo de piadas entre os estudantes: 'dona' Tortinha. Ela era estrábica. Todos os dias, sem hipótese alguma de falha na memória, ficava tecendo roupinhas para crianças. Rolos de fios de lã de todas as cores possíveis. Seus dentes pareciam triturar um eterno amendoim.&lt;br /&gt;Longe das rodas, dentro da biblioteca da 'dona' Totinha, ele encontrou Kafka, Tólstoi, Drumond, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Clarice Lispector e uma multidão de fantasmas. Sofria porque não conseguia entender A Carta ao Pai, do Kafka. Já falavam pelos corredores que ele tinha uma "mania meio louca" de ver o mundo. A professora de Ensino Religioso ficou perplexa quando soube que o garoto ia para um seminário pleitear uma vaga de sacerdote. "Mas esse menino fala em comunismo, que Deus não existe!", afirmou para uma inspetora da escola. O mancebo queria apenas tentar entender como é esse Deus em que todos crêem e que nunca é obedecido; que matam em nome dele e erguem coisas feias e horrorosas para proteger suas "palavras". Até hoje ele traga a dor do nada, busca entender o absurdo que é o mundo, as humanidades, os homens. Continua tecendo o fio da meada, mas não consigue formatar nenhuma conclusão que o precipite para a paz que a clareza da verdade pode nos dar. Queria muito poder se afastar para bem longe do fundo da caverna, como contava Platão, para que um sol ilumine tudo.&lt;br /&gt;No último retorno à sua terra natal, descobriu que 'dona' Totinha havia ido embora para sempre. Resolveu ir até a biblioteca da escola. Entrou e ficou estático, olhando para o balcão. Ali não é mais biblioteca. É um depósito de objetos que não fazem mais sentido no mundo moderno.&lt;br /&gt;Ficou sabendo também de que ela morreu sozinha. Encontraram no seu quarto muita, mas muita roupinha de criança tecida com fios de lã, de todas as cores. Não chorou, seria clichê. Apenas ficou rindo - por dentro, apesar de Fernando Pessoa jurar que não existe "por dentro" e nem "por detrás". E retornou para casa, para bem perto dos seus milhares de livros, de fantasmas. Em meio a tantos manuscritos vai continuar tecendo sua existência espasmadamente repleta de absurdos, devaneios e aventuras. Ainda taxado de "louco" por alguns, "mito" por uns outros" e diante do espelho: "você não é nada, espero que o meu processo se encerre com um fim. E que se cumpra Guimarães Rosa: "ninguém morre, ficamos encantados". Ele está se sentindo quase dentro de uma Fortaleza: quer devanear, vagamundear. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115704579017352934?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115704579017352934/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115704579017352934' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115704579017352934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115704579017352934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/tecelagem.html' title='TECELAGEM'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115572810206180103</id><published>2006-08-16T04:25:00.000-07:00</published><updated>2006-08-16T04:46:05.626-07:00</updated><title type='text'>SÍSIFO</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os sons da manhã me deixam nauseado. Ônibus, carros e saltos de sapatos femininos. A água sagrada chocando contra o meu teto: o vizinho do andar superior preparando-se para fazer o mundo continuar funcionando. As edições dos jornais sensacionalizam o dia: violência, eleições, o time popular lutando contra rebaixamento, sexo, cães, gatos, arquitetura e milhares de fragmentos. Uma foto interessante: uma criança olha em direção a um buraco no vidro da janela. Da minha janela avisto a faxineira varrendo o estacionamento. Homens e mulheres retornando para casa, suas cidades sujas, destruídas. Deflação, bolsas de valores, lucros, balanças comerciais. Nenhum verso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Velhos empurram seus corpos em direção aos hipermercados. A TV começa a ser inundada de receitas de macarronada italiana, dicas para deixar o corpo saudável, para fazer o apartamento ficar mais "verde" e aconchegante. Jovens com calças rasgadas e cabelos arrepiados vão em gangues, entre muros criptograficamente grafitados, abusar e sarrear a cara dos mestres que não se consideram mais "a luz do saber" de ninguém. Um carro pára, um cara sai, o som do rap é alto, o tênis Nike denuncia que a revolta dos pobres virou mercadoria nas mãos da classe média. O bairro mais nobre está deliciosamente quieto. Toda cidade tem seu bairro bairro nobre com cheiro diferente. O céu está azul e alguns pássaros voam em direção a não-sei-aonde. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Um absurdo. Aliás, o mundo é um absurdo. Tudo permancerá como sempre, substancialmente. Traições, mentiras, dores, desemprego, falta de amor, solidão. Mas haverá alegrias. Haverá sussurros, paixões, declarações loucas de amor. Morte e batismos. Nada além, nada aquém. A imprensa vai  maquear a realidade com sensacionalismo. O planeta continuará em sua orbita corriqueira. Dizem as más línguas que o sol está iniciando seu processo de "apagamento". Como será o mundo sem luz? &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115572810206180103?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115572810206180103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115572810206180103' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115572810206180103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115572810206180103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/ssifo.html' title='SÍSIFO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115514737079972617</id><published>2006-08-09T11:00:00.000-07:00</published><updated>2006-08-09T15:29:29.883-07:00</updated><title type='text'>"A PROVA"</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os dedos das mãos conotavam capítulos difíceis na vida. Um esmalte vermelho corroído lutava contra feridas causadas pelo trabalho doméstico. Me lembrei do Melodia cantando "lava roupa todo dia, que agonia...". Uma tristeza e um orgulho eram repassados por aquela senhora de cabelos mal tratados. Um final de frase: "pelo menos não devo nada a ninguém". Acabei ouvindo a conversa silenciosamente, tentando ouvir com nitidez os sussurros. "Minha filha, a senhora não vai acreditar, surrou meu marido ontem, com o cabo da vassoura". A jornaleira lembrava a layout de páginas amarelas e ficou perdida, sem saber o que fazer e falar. "Mas o meu marido ficou calado. Ele queria saber o motivo da filha não estar estudando e continuar dormindo com o namorado".  A conversa, curiosamente, era travada perto de duas revistas que tinha a ver com o assunto: O filme "A Prova" vale pela interpretação de Gwyneth Paltrow", era título de uma; "Chegou a hora do primeiro amor", chamava a outra para uma leitura "classe-média alta" de mundo. Uma mãe abraçada com a filha, bem vestidas, sorrindo. Um psícologo aconselhava a mãe a preparar a filha para a primeira noite de sexo. O filme dirigido por John Madden, o mesmo diretor de Shakespeare Apaixonado, é um melodrama baseado na peça de David Auburn, que fez muito sucesso na Broadway. Trata-se da história de um matemático (Anthony Hopkins) que enlouqueceu e durante o período que ficou em clausura escreveu uma quantidade enorme de cadernos. Na clausura ele recebeu os cuidados da filha (Gwyneth Paltrow). Nesse período ele escreve uma quantidade enorme de cadernos. Depois da morte do matemático, um estudante (Jake Gyllenhaal) tenta descobrir nas anotações deixadas uma fórmula reveladora matemática que seja importante para o futuro da ciência. Nada que possa relacionar-se com o contexto da senhora batalhadora. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A senhora continuou desabafando até chorar. Não tem acesso a informações. Não consegue fazer uma leitura crítica da realidade. Nem sabe o que é hedonismo. Nem sabe o que o capitalismo andou fazendo com o velho Movimento Feminista, nem sobre ethos,  cultura. Nunca irá ler sobre "adolescentização" e "feminização" do mundo. Vai apenas sofrer até o último minuto de vida. Sem sensualidade, prazer e tempos mais longos de alegrias. Não poderá colocar nada sob suspeita. Acompanhei sua saída, seus passos lentos. Entrou para dentro de um templo católico e deve ter conversado muito com Deus. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115514737079972617?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115514737079972617/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115514737079972617' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115514737079972617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115514737079972617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/prova.html' title='&quot;A PROVA&quot;'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115506402578121882</id><published>2006-08-08T11:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-08T12:09:10.083-07:00</updated><title type='text'>"VERDADE TROPICAL"?</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Dois fragmentos de declarações do Caetano para a revista Cult&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Primeiro &lt;/strong&gt;- "Eu sou um grande admirador dos Estados Unidos, não tenho raiva nem ressentimento. Não acho que nossa miséria é uma conseqüência da maldade, do egoísmo deles. A nossa miséria é resultado da nossa própria incompetência, e a grandeza deles é conseqüência da competência deles, que se expressou na visão espetacular dos fundadores da democracia americana. Muita gente diz que o povo brasileiro tem um grande ressentimento contra os Estados Unidos, que se sente oprimido e que tem vontade de dar o troco. Houve até quem aplaudisse a derrubada das torres do World Trade Center. Uns, publicamente, outros, à surdina, mas não que eu não ficasse sabendo. E, possivelmente, muitos eu não soube. Mas, por outro lado, o Brasil é um país onde as pessoas pobres batizam seus filhos com nomes de Jefferson, Washington, Wellington, o que eu acho maravilhoso. Quando vai modernizando coloca Michael, por causa do Michael Jackson. Eu acho que isso quer dizer muita coisa e de certa forma, fala de algumas regiões mais profundas da alma brasileira do que essa raivinha impotente contra os Estados Unidos".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;strong&gt;Segundo - "&lt;/strong&gt;Outro dia tive uma discussão com MVBill a respeito disso. Ele estava se reportando a um embate que teve sobre essa questão com o Arnaldo Jabor, que estava numa posição oposta à dele. Eu acabei não me contendo e iniciei uma discussão, onde eu queria fazê-lo ver que ele precisava levar em conta que grande parte do que é, não só movimento de consciência da questão racial, como o movimento específico do hip hop, ao qual ele se filiou, tem muito do desejo brasileiro exposto em várias áreas de ansiosamente imitar os americanos. E, de certa forma, com isso, se reafirmava uma humilhação dos brasileiros perante os americanos, o que não difere da humilhação dos negros perante os brancos. Há alguma coisa aí que fica de fora quando a pessoa não coloca certos elementos na equação. Eu pedi a ele que pusesse".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115506402578121882?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115506402578121882/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115506402578121882' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115506402578121882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115506402578121882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/verdade-tropical.html' title='&quot;VERDADE TROPICAL&quot;?'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115473421460095886</id><published>2006-08-04T16:12:00.000-07:00</published><updated>2007-03-03T14:26:36.400-08:00</updated><title type='text'>JORNAL DAS PEQUENAS COISAS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/1600/Rita.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/320/Rita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Achei, como uma borboleta, um argonauta navegando sem rumo, um canto de jardim. Ela é simples, mas profunda. Talvez eu tenha sentido a mesma emoção que Guimarães Rosa sentia quando via flores solitárias no campo. O vento soprando e embalando suas pétalas. Beleza irradiantemente à espera de alguns olhos que querem a loucura de viver com simplicidade. Rita Apoena é o nome da poeta, dona de uma canteiro chamado &lt;strong&gt;Jornal das Pequenas Coisas. &lt;/strong&gt;E não há como impedir que a alma seja   invadida e tomada por tanta ternura. Depois da primeira leitura, lambi as alegrias que escorriam de dentro dos meus olhos para a ponta dos meus dedos. Fertilidade máxima: quis escrever como Rita Apoena. Parecem espasmos incrivelmente delicados, mas que nos transformam como a lua nova em cheia. Vou deixar um poema dela por aqui. Os outros estão postados lá no &lt;a href="http://ritaapoena.zip.net/"&gt;http://ritaapoena.zip.net/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Metáfora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a janela&lt;br /&gt;Então, quando você me beijar,&lt;br /&gt;vai sentir o gosto da minha escrita,&lt;br /&gt;pois a fim de nunca esquecê-las&lt;br /&gt;eu trago todas as minhas palavras&lt;br /&gt;na ponta da língua. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115473421460095886?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115473421460095886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115473421460095886' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115473421460095886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115473421460095886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/jornal-das-pequenas-coisas.html' title='JORNAL DAS PEQUENAS COISAS'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115447511364013459</id><published>2006-08-01T16:28:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T16:31:53.656-07:00</updated><title type='text'>TEMPOS MODERNOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/1600/corona.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/320/corona.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"(...) o que me interessa frisar aqui é uma novidade qualitativa: não a “feminização” do “trabalho masculino”, mas o “tornar-se mulher” do trabalho em geral; não o fato de que as mulheres estejam tomando o lugar dos homens nas velhas fábricas, mas que — na produção contemporânea e nas formas eminentes de sua organização — trabalhar conjuga-se antes no feminino do que no masculino. E que, portanto, os próprios homens, para produzir, têm de algum modo de se feminizar.”&lt;/em&gt; (Antonio Negri).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115447511364013459?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115447511364013459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115447511364013459' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115447511364013459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115447511364013459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/08/tempos-modernos.html' title='TEMPOS MODERNOS'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115420043099864918</id><published>2006-07-29T12:04:00.000-07:00</published><updated>2006-07-30T06:56:58.690-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Querida Rosa,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero nada. Estou escrevendo para dizer que amo a vida. Estava caminhando ontem, olhando apenas, e rindo, das minhas pernas e dos meus pés. Ao dobrar uma esquina, vi uma rosa vermelha, enorme, vívida. Estava ao alcançe das minhas mãos. Não arranco rosas de jardins. Ela ficou por lá, constratando com a metrópole infinitamente severa com os que querem viver bem. O vôo circular das abelhinhas ao redor da rosa me deixou em paz-ingênua. Lembrei dos seus lábios vermelhos-sem-batom.&lt;br /&gt;Rosa, não possuo mais relógio. Tenho um par de sandálias de couro e uma sapato preto para as épocas de chuva e muito frio. Detesto guarda-chuva. Não desejo a glória, aliás, repudio a glória. Você ainda guarda aquele prato de bambu? Ainda guarda poemas que escrevi e nunca li? Tem o meu rosto em sua memória?No início falei que ria das minhas pernas e pés, é porque eles irão virar pó. Augusto dos Anjos, aquele poeta que tinha um pé de tamarindo no quintal, é cômico. A desgraça é uma criança tola que não sabe fazer nada sozinha. Ri demais e alguns passantes ficaram pensando, acho que isso: "esse cara é louco". Não tenho compromissos com a desgraça, com a dor, com a injustiça e com a mentira.&lt;br /&gt;Estou preparando minha mala pequena. Estou indo. Por favor, prepare minha cama com aquele lençol azul claro. Só quero deixar o brilho da simplicidade que exala do seu olhar exilar-se pra sempre no meu coração. Estarei como uma abelhinha ao seu redor, vivenciando o néctar de sua quietude, de sua paz e simplicidade. Mas não a quero. Abraços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geraldo Magela Matias&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115420043099864918?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115420043099864918/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115420043099864918' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115420043099864918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115420043099864918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/querida-rosa-no-quero-nada.html' title=''/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115419918557389492</id><published>2006-07-29T11:43:00.000-07:00</published><updated>2006-08-01T16:46:34.926-07:00</updated><title type='text'>ELE PASSARINHO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/1600/mario-quintana.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/320/mario-quintana.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;"Eles passarão, eu passarinho". Quintana foi embora no dia 5 de maio de 1994. O homem que usava passarinhos como alegoria (ou metáfora?). A primeira vez que li Quintana, morava numa casa com enorme quintal. Travei batalhas, fiz teatro, corri atrás de passarinhos no quintal que parecia uma síntese de mundo - ledo engano. Estava lendo Quintana quando beijei pela primeira vez. Ao invés de passarinhos, passei a procurar flores no quintal. Tenho certeza de que alguns pássaros levaram sementes dessas flores para outros cantos de jardins. Quintana não morreu, ficou encantado. E fui ser gauche na vida. Saí por aí recolhendo pétalas que Quintana deixava cair pelos caminhos. Nada de pedras. Apenas pássaros e flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canção do Amor Imprevisto - Mario Quintana&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um homem fechado.&lt;br /&gt;O mundo me tornou egoista e mau.&lt;br /&gt;E a minha poesia é um vício triste,&lt;br /&gt;Desesperado e solitário&lt;br /&gt;Que eu faço tudo por abafar.&lt;br /&gt;Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,&lt;br /&gt;Com o teu passo leve,&lt;br /&gt;Com esses teus cabelos…&lt;br /&gt;E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender&lt;br /&gt;[nada, numa alegria atônita…&lt;br /&gt;A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil&lt;br /&gt;Aonde viessem pousar os passarinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In: Mario Quintana - Canções - Editora do Globo, 1946&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115419918557389492?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115419918557389492/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115419918557389492' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115419918557389492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115419918557389492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/ele-passarinho.html' title='ELE PASSARINHO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115411700164391352</id><published>2006-07-28T13:02:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T13:03:21.653-07:00</updated><title type='text'>VENDEDOR DE LANCHES</title><content type='html'>Venho bisbilhotando neste espaço a pouquinho tempo. O Bastante pra perceber que quero estar mais perto. Na verdade eu queria mesmo era entender a tristeza do Geraldo. Aprender a contar o tempo pelo relógio dele. Descobrir a verdadeira dimensão do riso que me intimida e se arremata com um simples: "Eu sou assim".Talvez eu só perceba a simplicidade daquela mente travando uma convivência lenta, silenciosa. Pode ser que nunca consiga de fato.Não sei bem o que vi, nem sei se concordo com minha intuição, mas tenho uma certeza. Poderia ser em qualquer lugar, conhecê-lo noutras circunstâncias... Poderia até ver o Geraldo vendendo lanche na praia... Algo em mim ainda diria - esse é um homem especial." &lt;strong&gt;(Márcia Nestardo é atriz)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115411700164391352?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115411700164391352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115411700164391352' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115411700164391352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115411700164391352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/vendedor-de-lanches.html' title='VENDEDOR DE LANCHES'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115411330578219932</id><published>2006-07-28T12:00:00.000-07:00</published><updated>2006-07-28T12:01:45.783-07:00</updated><title type='text'>OBRIGADO, RENATA.</title><content type='html'>Geraldo, meu recém-amigo desconhecido. O filósofo e jornalista que eu sempre quis ser e não fui e não sou. Nos conhecemos por aqui, nesse mundo impalpável, surreal, escorregadio. Então, de fato, não nos conhecemos. Mas é claro que pelo menos eu te conheço! Encantei-me com o que surgiu da tela fria, fugindo sorrateiramente do meio do turbilhão indefinível. Achado numa brincadeira, numa pescaria. Conheci você pelas suas palavras. Você foi sendo revelado pela ligação que fez com elas, tantas entendiamente soltas, e repentinamente escolhidas por você... Aninhei-me no sentido que fez delas, no mundo que construiu com elas. Um mundo tão delicioso e tão diverso do meu. Mas não sei quem é você, por detrás das palavras. Quem é o Geraldo ininteligível. Talvez eu permaneça nesse Geraldo que é o mito, lido e relido pela boca dos outros, transcrito pelos seus lugares-comuns. Eu, apesar de mergulhar nesse mundo mitológico, continuo não entendendo nada de mitologia, até agora. Confesso, entrei na ilusão que te cerca e no universo em que representas esse mito. Sim, estarei sempre por perto, descobrindo o sentido das coisas com você. Agora deixa eu sentar e tomar meu café, obrigada pela gentileza do convite.&lt;strong&gt;De sua fã, número 1 de hoje,Renata Maria.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115411330578219932?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115411330578219932/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115411330578219932' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115411330578219932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115411330578219932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/obrigado-renata.html' title='OBRIGADO, RENATA.'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115404736742803001</id><published>2006-07-27T17:33:00.000-07:00</published><updated>2006-07-27T17:42:47.430-07:00</updated><title type='text'>MINEIROTAURO</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/1600/corona.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/320/corona.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Confesso que nada sei sobre mitologia,  nenhuma delas, infelizmente.  Nem tenho na minha estante livros de citações em latim para deixar leitores com a impressão de que jornalistas são "cultos" e "estão por dentro de tudo". Verdade que ando lendo muito sobre Wicca, feitiçaria e feminização e nem sei aonde essas leituras vão me levar. Talvez, com muita serenidade, admito que sou um argonauta anárquico que crê ser um Sísifo da Silva. Quero apenas partilhar espantos, espasmos, indignações, alegrias e angústias. Mesa de bar, esquina, um banco na praça, no ponto do ônibus, na calçada, tomando um café podem ser metáforas para configurar a imagem exata do que será esse blog. Nada além, nada aquém. &lt;strong&gt;(Geraldo Magela Matias)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115404736742803001?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115404736742803001/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115404736742803001' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115404736742803001'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115404736742803001'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/mineirotauro.html' title='MINEIROTAURO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-22087106.post-115404556240017332</id><published>2006-07-27T17:11:00.000-07:00</published><updated>2006-07-27T17:27:35.170-07:00</updated><title type='text'>BIOGRAFIA DO BLOGUEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/1600/Imagem%20003.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6941/2241/320/Imagem%20003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Geraldo continua o mesmo. Frase feita das mais feitas que já vi, incrível como exprime bem a realidade. Por que o Geraldo é uma rocha, estático nos seus princípios ao mesmo tempo em que maleável na superficialidade de sua retórica alucinada.Na superfície, Geraldo é amoral. Quer apavorar as dóceis menininhas, quer engabelar a esquerda corporativista, foder com as minorias e tudo mais. Um niilismo avassalador, como o de alguém sem princípios. É tudo uma mentira. Geraldo é daqueles mineiros interioranos, que não te deixam ir embora sem oferecer uma xícara de café. Humano pra caralho e sedutor como poucos, olhar rápido e atento sobre as nossas arestas humanas. Ácido quando se faz necessária acidez, professor estúpido que não liga muito para as vaidades dos alunos mais arrogantes. Ou os superprotegidos pelo seu ego.Geraldo voou...alcançou a iluminação. No topo da montanha, não viu nada. Carrega com amargor o vazio de um nada gigantesco, um nada tão intenso e palpável que lhe atordoa, percepção elevada um tanto quanto distante dos meros mortais. Geraldo ri um riso triste, tristeza de uma utopia.Utopia de um mundo de verdade. Um mundo de humanidade. Sem atravessadores. Um mundo de mesa de bar com amigos, mundo de sensibilidade e reação às idéias, tornadas mais importantes que as posses. Um mundo de verdadeiros irmãos se digladiando com pureza na busca da verdade. Geraldo é moralista, na verdade.Geraldo é ingênuo. Uma criança que sofre. Monstro intelectual, mestre dos atalhos e das coisas da vida, Geraldo vive meio perdido, parece. Sangrando, o tempo todo, de um jeito que a gente sangra só às vezes, nos nossos momentos mais iluminados de reflexão existencial.E eu que pensava que eu era o Geraldo. Mas o Geraldo é muito mais eu que eu mesmo. Já invadiu muito mais salas, internas e externas, mijou muito mais sangue que eu, conquistou territórios e aproximou-se de objetivos, perdeu tudo, ganhou de novo. Fez tudo isso muito mais vezes que eu, e continua vivo como eu nunca imaginei que fosse possível alguém fazer.As palavras medidas com régua, a ironia com um garçom psicopata neo-nazista, os planos mirabolantes jogados ao vento, tudo um conjunto imagético pré-fabricado, como a testar teu vôo e teu raciocínio. Um encontro de muito sentimento, de um cara meio sozinho de adversários intelectuais e camaradas do peito, mas que não exclui a obrigação de uma boa e velha contenda.Não se enganem, Geraldo sabe as regras do jogo. Sabe onde está o dinheiro e a realização material/profissional. Só não sabe o que fará para se despojar do seu eu, para poder consegui-lo. No meio do caminho, fica em dúvida se inclusive quer isso. Ao contrário de muita gente que eu conheço, Geraldo daria uma péssima puta.&lt;strong&gt;(André Montanher)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/22087106-115404556240017332?l=mineirotauro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mineirotauro.blogspot.com/feeds/115404556240017332/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=22087106&amp;postID=115404556240017332' title='5 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115404556240017332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/22087106/posts/default/115404556240017332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mineirotauro.blogspot.com/2006/07/biografia-do-blogueiro.html' title='BIOGRAFIA DO BLOGUEIRO'/><author><name>ESTRANGEIRO</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12481627066721178405</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
